terça-feira, 27 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Locomotiva a vapor nº 233
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Estação de Itumirim
terça-feira, 6 de julho de 2010
O PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO DE SANTA RITA DE JACUTINGA
Duas ferrovias – A EFCB e a Rede Sul Mineira (depois, Rede Mineira de Viação) - se encontravam nesta pequena cidade de Minas, encravada entre o rio Preto, que divide o Estado com o do Rio de Janeiro, e a escarpa da Mantiqueira. Os seus ramais que ali chegavam tiveram histórias muito interessantes, que guardam alguma relação entre si, como tentaremos mostrar nestas notas. A RMV foi erradicada no início dos anos 1960, e a EFCB, no seu final, deixando, na região, pedaços de um patrimônio que, apesar do mal trato dispensado pelo poder público, ainda é venerado, com muito carinho, pelos que ainda viram o trem em sua cidade.
O movimento ferroviário na região começou logo que os trilhos da EF D.Pedro II chegaram ao vale do Paraíba. Tinham o propósito de trazer para as estações recém-inauguradas, o café que há vários anos era colhido em suas fazendas. Valença era um dos pólos do comércio, de lá saindo o primeiro projeto para uma ferrovia de baixo custo: a Valenciana, incorporada para explorar a concessão dada pelo Império em 1866, sem qualquer benefício financeiro, para os
Seguindo o exemplo dos cafeicultores de Valença, os do distrito de Sta. Isabel também planejaram a sua ferrovia, ligando-o à EFCB em Barra do Piraí , passando por Ipiabas e Sto. Antônio do Rio Bonito (Conservatória). Sta. Isabel ficava a
O relevo da região não era fácil, de modo que ambas as estradas, empregando condições técnicas muito modestas, tiveram que serpentear entre os morros para que os seus orçamentos ficassem,o mais próximo possível,dentro do capital garantido.
Em
Para levar a cabo as duas concessões mineiras, a Sapucaí não tinha recursos e devido ao fechamento do mercado financeiro, em decorrência do Encilhamento, foi com uma linha de crédito aberta pelo governo de Minas, extensiva a outras concessionárias, que conseguiu subir a Serra, em um traçado muito pobre, cruzando o rio e seus afluentes, ao lado de cachoeiras, até a garganta do Pacau, de onde se avista a maior delas. Chegou a Bom Jardim em 1897, de onde rumaria agora, como estipulava o contrato de financiamento, não mais para Lavras, mas ao encontro da sua outra concessão, cuja ponta mais próxima estava em Baependi, a
Devido às dívidas que havia contraído, a Sapucaí teve a sua falência requerida em 1898, para o que também contribuiu a frustração das suas receitas com a crise que estava se registrando no mercado do café. A falência só veio a ser levantada no ano seguinte, com a transformação de parte dos créditos em ações distribuídas aos seus credores e reescalonamento do pagamento do restante. Não sobrando recursos para operar convenientemente, só podia oferecer um serviço que era motivo de frequentes reclamações de sua clientela.
Em 1909 / 1910, ocorrem dois fatos que teriam grande significação para Sta. Rita de Jacutinga: a realização pelo governo federal da concorrência para arrendar as suas estradas do Sul de Minas, da qual participou a Sapucaí , e a criação, pelo decreto 8.077 / 1910 do vice-presidente Nilo Peçanha, da rede fluminense, um sistema de bitola métrica que articularia com a Linha Auxiliar da EFCB, as pequenas estradas que se situavam entre o rio Paraíba e o rio Preto, e que estavam praticamente falidas com a decadência dos cafezais. A Valenciana era uma delas, não participando a Sta. Isabel por já pertencer à Sapucaí. A rede fluminense constava do Plano de Viação da Província de 1886, elaborado sob encomenda do presidente Rocha Leão por uma comissão de notáveis presidida por Teixeira Soares.
A concorrência do arrendamento das estradas federais foi preparada por Paulo de Frontin, como chefe da Inspetoria Federal de Estradas. O governo demorou mais de um ano para oficializar a escolha do vencedor. Pressionado por interesses políticos, a eleita foi a Sapucaí, contrariando o parecer de Frontin que considerar ser inexeqüíveis as ofertas constantes de sua proposta, pois era notório o estado precário de suas finanças. Pela proposta, as linhas federais arrendadas e mais as de sua concessão, que ainda estavam incompletas, formaram a Rede Sul Mineira.
Frontin deixou a IFE para ser o diretor da EFCB ainda no governo Nilo Peçanha, e pôs logo em execução o plano da rede fluminense. O governo desapropriou a Valenciana e duas outras estradas menores, promovendo a sua interlig ação, bem como a da Valenciana com a Linha Auxiliar, com a construção do ramal Portela – Vassouras, e pondo um terceiro trilho na linha do centro da EFCB entre Barão de Vassouras e Desengano (Juparanã). Como determinava o decreto, projetou e começou a construir a ligação da Valenciana em Parapeúna, com a Sapucaí, em Sta.Rita, subindo, então, o rio Preto por mais de
O projeto Parapeúna – Sta. Rita teve singularidades. Apesar de Frontin compreender o significado da ligação, que era de proporcionar uma recuperação econômica da região, depauperada com a exaustão dos cafezais, e de ter adotado padrões econômicos, compatíveis com os pequenos fluxos que seriam gerados, preferiu nada aproveitar do traçado da Sapucaí, com o que pouparia outra ponte sobre o rio Preto, construída a
O alívio proporcionado pela EFCB não foi, como não poderia ser, suficiente para trazer de volta o progresso a Sta. Rita. Por isto, tanto a Rede Sul Mineira como a EFCB registravam déficits muito altos em seus ramais, justificando a colocação em um segundo plano, os investimentos que ambas selecionavam para melhorá-los. O governo do Estado tinha razões para preferir aplicações que beneficiavam o transporte do café do Sul de Minas. A atividade econômica que sobressaiu foi o turismo, proporcionado pela natureza exuberante da Mantiqueira e pelas inúmeras cachoeiras dos rios que dela se despencam.
A esta dádiva da natureza, juntam-se, agora, as lembranças do que foram as duas ferrovias. Da EFCB, a sua grande estação, subutilizada como rodoviária, o túnel e boa parte do leito, de onde se descortina uma vista espetacular do vale do Bananal / Jacutinga, até a sua foz no rio Preto. E da Sul Mineira, a estação, ainda sem nenhum uso público, a ponte sobre o rio Preto, aproveitada pela rodovia que vem de Sta. Isabel, e a pequena ponte sobre o Bananal / Jacutinga, aproveitada como equipamento urbano, apesar do seu pequeno gabarito que só dá passagem para um só veículo. Com a conclusão da pavimentação e o aumento do tráfego decorrente, é provável que a ponte ceda o seu lugar a uma estrutura mais segura e mais conveniente.
O empecilho maior para que o turismo se desenvolvesse era o acesso à cidade. No tempo das ferrovias, gastava-se quase que um dia inteiro para se deslocar do Rio de Janeiro até lá, supondo-se haver correspondência perfeita entre os dois ou três trens que cobriam o percurso. E depois da erradicação, os trechos em terra de estradas mal conservadas. Felizmente, falta pouco para se completar a pavimentação ligando Sta. Rita à via Dutra e a Bom Jardim, na estrada de Juiz de Fora ao Circuito das Águas.
(*) Américo Maia Vasconcelos Neto, engenheiro, consultor e pesquisador ferroviário, foi Diretor da RFFSA – Rede Ferroviária Federal S/A e Diretor – Presidente da CBTU – Cia. Brasileira de Trens Urbanos.




Fotos Ronan P. Amaral - 2002
Abaixo e-mail recebido do Sr. Américo. Concordamos que o estado de Minas Gerais deva preservar a ponte sobre o rio Bananal, uma das relíquias da EF Sapucaí.
Prezado Ricardo,
Passei a entrada do ano
Vale a pena uma visita sua, para documentar o patrimônio. É a minha sugestão. E se V. for, recomendo-lhe a pousada O Meu Canto, onde o Sr. Geraldo tem a historia e a geografia de Sta. Rita, na cabeça. Um abraço do Américo.
RIBEIRÃO VERMELHO: Restauração do maior patrimônio da América Latina
por César Mori Júnior (*)
É com muita alegria que recebo a maravilhosa notícia de que o Grande Patrimônio ferroviário da cidade de Ribeirão Vermelho, que faz parte do Circuito Ferroviário Vale Verde (CFVV), terá um processo de restauração do acervo histórico iniciado
Para nós do CFVV que nascemos para lutar em defesa do Patrimônio ferroviário e a revitalização do circuito ferroviário local, esta notícia nos dá ainda mais força para continuar no caminho que trilhamos e compartilhamos com todos os nossos parceiros e membros no desenvolvimento de nossos projetos. A CIDADE DE RIBEIRÃO VERMELHO tende a ser o que prevíamos desde o início... Um dos principais pontos do polo turístico que pretendemos criar com o retorno do Trem de passageiros para transporte do turismo.
A paisagem de Ribeirão Vermelho é de impressionante beleza cênica. Inclui testemunhos ferroviários como a estação e a Rotunda. O entorno da paisagem é denso e de testemunhos remanescentes de grupos formadores da sociedade brasileira. E exatamente por prever e conhecer este dom natural da cidade, que enviamos o oficio 002 de 05 de Janeiro de 2010 ao IPHAN em nome do CFVV, para beneficio de Ribeirão Vermelho, para que seja instaurado processo administrativo visando a: “CHANCELA DE PAISAGEM CULTURAL BRASILEIRA” para a paisagem ribeirinha e para o patrimônio ferroviário desta cidade. Em virtude deste Município ter um dos maiores complexos da extinta Rede no País. Estamos aguardando retorno por parte do IPHAN sobre nossa demanda que julgamos justa e merecedora, por parte de um povo que nunca desistiu de seu verdadeiro potencial... A ferrovia! Deus nos abençoe a todos e nos mantenha unidos em torno da revitalização ferroviária que tanto desejamos.
(*) Presidente do CFVV
Fotos do complexo ferroviário estão no blog e no livro.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Locomotiva nº 220 na rotunda de São João Del Rei - 2007
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Locomotiva a vapor nº 120 da RMV
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Estação de Perdões (MG)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Túnel no km 13,300
quinta-feira, 10 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Pátio ferroviário de Ribeirão Vermelho - A DETERIORAÇÃO de um passado de GLÓRIA
segunda-feira, 31 de maio de 2010
José Pinto Sidney
quarta-feira, 26 de maio de 2010
MARIA FUMAÇA por Vera Lúcia Ezagui
Dedico este conto ao meu querido pai – Fortunato Ezagui – engenheiro ferroviário, que investiu todo seu sonho e o seu ideal trabalhando por 45 anos para a antiga Rede Mineira de Viação, até aposentar-se já na Rede Ferroviária Federal. Vera Lúcia Ezagui – 04/12/2000
"Há homens que, no afã de externar e impor o poder que pensam ter, destroem as maravilhosas obras criadas por Deus, e também as de seus semelhantes, enquanto outros, extremamente sensíveis, se esforçam por perpetuá-las em suas memórias.
Era através da fumaça de seu charuto “Havana” que meu pai curtia o passado, percorrendo, nos trilhos de sua memória, os momentos felizes, e até mesmo os menos gratificantes, vividos nos vagões dos trens da antiga Rede Mineira de Viação.
Passando por pontes, avistava o destino que para cada um estava reservado.
Era o olhar curioso dos passageiros que descortinava a paisagem bucólica das fazendas plantadas no seio das Minas Gerais, e das extensas planícies repletas de vegetação típica desses locais.
Ah! quantas lembranças, quantos amores, quantas saudades, quantas dores!
Lá embaixo passava um rio de águas claras e refrescantes.
Nas curvas, o trem apitava, soltava fumaça: esbravejava.
Suas máquinas gemiam ao trepidar das elevações geométricas, na troca das linhas.
Seguia o curso
Maria Fumaça... Ela deslizava garbosa nos trilhos, e quando chegava numa Estação freava suavemente, parava para deixar uns passageiros e receber os outros que ali a aguardavam, se preciso fosse, muitas e muitas horas.
Sacudia as máquinas, acendia seus enormes faróis, tomava prumo para partir e apitava: “pi-u-i... pi-u-i”
Engatava a marcha e prosseguia qual uma centopéia, girando o seu corpo a cada movimento necessário.
De vez em quando, acelerava. Contorcia-se nas curvas, atravessava as pontes, emergia e submergia nos túneis, com tamanha destreza, que se não prestassem atenção, os passageiros se esqueciam de descer nas suas cidadezinhas de desembarque.
O grande corcel de ferro prosseguia: - mais fumaça!
Quando detinha rapidamente o seu curso, parelhava com outros trens. Então apitava alegremente: “pi-u-i ... pi-u-i”
Mais campinas, mais fazendas, ... – êta bicharada!
Passa trem!
Ao chegar no seu derradeiro destino, os passageiros saltavam satisfeitos por mais uma tranqüila e sossegada viagem.
Maria Fumaça cumpria mais uma etapa e aí descansava: “xi-i-i-i-i...”
E o meu pai lacrimejava. Sempre chorava quando se lembrava ou contava os “causos” da Rede: Trens – de – Ferro.
Então, inconformado, desfilava suas lamentações:
- “Mais que diacho, por que é que querem acabar com a malha ferroviária e enterrar os trens?”
- “E a Maria Fumaça, que fim pretendem dar a ela?”
- “Quanto desperdício!”
- “Que falta de bom senso atirar no bueiro o transporte ferroviário, quando nas nações de primeiro mundo ele é o mais utilizado!”
- “Que país é esse que não dá importância ao transporte mais seguro e econômico, que desbrava suas entranhas mais longínquas e resgata a cultura regional de cada rincão, sem macular a natureza, como os resíduos fortes e poluentes da gasolina fazem!”
- “Será que o governo prefere gastar enormes somas com veículos rodoviários, enquanto o transporte férreo fica delegado às traças?”
- “Santa ignorância!”
- “Quando faltar combustível para alimentar a imensa frota de caminhões, será tarde demais porque já aniquilaram a malha ferroviária.
Mais fumaça!!!
Voltar a trás nem de ré, o trecho foi acidentado e pode causar mais problemas.
- “Gente, é preciso ter mais discernimento e equilíbrio para visualizar o que pode causar, num futuro próximo, o comprometimento da linha férrea.”
E ainda dizem “Estação Primeira.”
Marias Fumaças também são gente. Elas sofrem, gemem, apitam e se desgastam, mas no final precisam descansar em paz, e não serem exterminadas a FERRO e FOGO.
Quantas nuvens... muita fumaça!
Os carros que transportavam bois e gêneros alimentícios, agora transportam FERRO: MINÉRIO DE FERRO.
É a era da industrialização impondo regras e cassando sentimentos: não há mais vida nos trens, nem dentro, nem fora.
Enquanto percorriam os trechos onde visualizavam os povoados e apreciavam a vida pacata das pessoas dos lugarejos afastados, os passageiros se embeveciam com o cheiro inebriante do famoso café-com-leite, saído da cozinha do trem.
Maria Fumaça morreu. Seu último apito foi doloroso e fúnebre.
Muitas outras locomotivas não teriam resistência para enfrentar uma morte que embora já se alinhasse a curtos passos, prometia ser muito sofrida.
O baque fatal afetou a todos. Ninguém pode conter o choro que há muito comprimia o peito dos dedicados funcionários da Rede. Agora, Rede Ferroviária Federal.
Só o excesso das cargas que transportavam em seus vagões, seria suficiente para provocar o descarrilamento dos trilhos, e a conduziriam à morte acidental.
Papai chorava porque sabia quantas mágoas as Marias Fumaças carregavam...
As esperanças se esvaem a medida que o tempo passa e vai cerceando todas as chances de ver concretizado o nosso ideal.
Há muita chuva e muito nevoeiro.
Foram-se os trilhos e nem restaram os dormentes...
Hoje, raras são as viagens ornadas pela luz radiante do sol, aquecendo as manhãs do rural!
As estações da vida tinham o cheiro do manacá. E o café-com-leite e pão era servido no interior dos trens, aos passageiros sedentos de amenidades.
Quando havia um desvio a frente nos trilhos, o trem parava, e todos se esgueiravam pelas janelas, para apreciar a simplicidade de um tronco caído ou um pequeno animal morto há poucas horas.
Eram esses fatos que mantinham os passageiros distraídos e quebravam a rotina de trabalho do maquinista, pisando no freio suavemente, sob o trilho forrado de madeira de lei.
Logo, o trem apitava e a máquina se agitava.
Maria Fumaça é um tipicamente caipira e essencialmente mineiro.
J.K. bem que gostava de viajar de trem, que o diga a sua gente da pequena Diamantina.
Quem é que não gostava?
Se os trens ainda servissem à população, certamente estariam transportando desde os cantores de música de raiz, até as bandas de rock pesado, reunindo todos num abraço fraternal, tão grande, que, embalados pela música e congregados num só ideal, fariam com que essas viagens se tornassem o símbolo da união e o veículo de suas canções.
Haja “uai”! Haja rock!
As Marias Fumaças aposentadas descansam suas máquinas sabendo que realizaram os sonhos de muitos passageiros, alegrando e amenizando a dura vida do campo, com o simples passar da carruagem de ferro.
Olhando à sua volta, percebem que a falta de recursos, inerente à sua época, em nada diminuiu a sua alegria de viver, e nem se abateram com os acidentes, as paradas amiúde, e as cargas pesadas nos carros que transportavam bois e produtos rurais.
Nos trilhos pelos quais passaram, ora desativados, foram gravadas as marcas do reconhecimento do dever cumprido.
Deixando de lado as tendências de destruição, que hoje em dia envolvem as mentes e os corações de muitos homens, há de se registrar que ainda existem na consciência de poucos, as boas lembranças vividas dentro de um trem, e mais especialmente, dentro das Marias Fumaças, que mantiveram incólume o rastro de suas rodas, o som de seus apitos e o cheiro de sua fumaça.
Diante de tudo que passaram, elas almejavam uma digna parada final, com saudações, faixas de agradecimentos e uma despedida, porque não, com abraços fraternos, e tudo mais, regados com seu delicioso “café-com-pão”, “manteiga não”.
Lá vai a Maria Fumaça! Que trem mais “bão”!
Ela leva amor, leva união. Na volta traz outro amor e mais um irmão!
Oia, cumpadi, o trem vai passar.
Passou, tudo passou.
Passou a vontade de unir as pessoas, passou o encanto e a bondade. Passou o tempo do “cavalo de ferro” que pinoteava pelas estradas ferroviárias da vida, levando notícias boas e trazendo pessoas amigas.
Passou o tempo que era até chique viajar de trem.
Restam as reminiscências nos corações dos últimos saudosistas...
Papai não está mais aqui para chorar, lamentar e lembrar com saudades o seu passado de ferroviário, mas eu fico horas a meditar e a sentir o cheiro do delicioso café-com-leite e do pão-com-manteiga, o cheiro da fumaça do seu charuto Havana e da “sua” Maria Fumaça.
“Oia gente, já vem o trem: “Pi-u-i...pi-u-i...”
Café-com-pão, manteiga-não. Xi-i-i-i-i-i...”"
Texto enviado pelo nosso amigo Sr. Roberto Sbampato Pereira, ferroviário aposentado.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Museu Bi Moreira em Lavras






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